Diário de viagem

Diário de viagem a Nova York – Josemeri Peruchi Mezari

O Diário de Viagem é uma seção que traz relatos de leitores do blog. Nesses relatos, eles contam como foi a viagem a Nova York, o que mais gostaram de fazer, o que não gostaram, dividem dicas, enfim: um diário mesmo. A convidada de hoje é a MINHA MÃE, Josemeri Peruchi Mezari. Ela ficou 11 dias, em julho de 2019 e foi sua segunda vez na cidade. Para conferir mais relatos, clique aqui.

Minha ida a Nova York, dessa vez, teve expectativas diferentes da primeira. Estar com a filhota é o que vale a viagem e torna as experiências mais significativas. Mas conto para vocês um pouco do que fizemos nesses dias em que estivemos juntas.

15-07 – segunda-feira. Cheguei em Nova York de madrugada. Fiquei liberada após passar pela imigração por volta das duas e meia da madrugada. Foi bastante demorado passar pelos agentes, a fila estava enorme mas foi bem tranquilo. Fiz o translado do aeroporto JFK até o apartamento da Laura com o Emerson Martins Mancha. A Laura quem acertou o serviço. Foi muito legal, porque ele estava me esperando com a plaquinha com meu nome. Achei bem meigo, bem no estilo dos filmes, hehe! Ele é uma simpatia e o percurso foi bem tranquilo, já que de madrugada não havia trânsito. A cidade dormia. Ficamos o dia marmoteando e curtindo a companhia.  Só no final da tarde fomos ao Central Park. Já conhecia, pois em minha visita passada fomos lá mais de uma vez. Só que não havia andado de bicicleta. Laura e eu percorremos todo o espaço e foi maravilhoso. Até cachoeira conheci. Um privilégio. Também voltamos à Bethesda Fountain para ver a fonte e ainda por cima ouvir um cantor executar New York, New York. Para um primeiro dia, foi muito bom, pois deu para sacudir o corpo que havia ficado parado no avião.

16-07 – terça-feira. Nesse dia, aniversário da Laurinha. Que coisa boa! Depois de muitos anos, poder passar este dia ao lado da filhota. Fizemos um passeio de NYC Ferry, pegamos a linha Soundview, que sai do The Bronx, passa pelo Upper East Side (onde embarcamos) e segue até o Pier 11, em Downtown. A Laura programou isso, pois na última viagem ele ainda não estava funcionando. Fizemos pela manhã. A vista é maravilhosa, além de a sensação ser muito agradável. Pode-se ficar na área externa ou na interna, onde há climatização. O bom é que tinha a Laurinha me passando as informações sobre todos os lugares em que passávamos. Descemos e resolvemos almoçar. Fomos ao Corso Como Cafe, em South Street Seaport e escolhemos massa. Achei  a área interna e externa desse restaurante maravilhosa. Preferimos ficar em uma mesa de fora, pois a frente dele só tem circulação de pessoas e é bem tranquila. Havia música ambiente e por sinal rodaram música brasileira. Dali, visitamos a Igreja Saint Paul’s, que estava em obras quando vim em 2016. Esse lugar para mim é meio surreal, por causa do cemitério. Sei lá, é um contraste que me faz refletir sobre a vida. Mas, enfim… Fomos até o Oculus e ao Brookfield Place e depois e descansamos na área externa observando o conjunto: lugar + pessoas. Muito movimento por causa da hora do almoço e muito quente também. Mas fizemos parte do trajeto de volta de bicicleta. Gostei do respeito dos motoristas com o ciclista, mas morri de medo. Fomos também à Reformation Hardware para observar as tendências em decoração. Que lugar incrível! São quatro andares de muita criatividade e bom gosto.  À noite, como era aniversário da Laura, a escolha para a janta ficou por conta do Thiago. Fomos ao Sushi Dojo, que fica no East Village. Especialidade: sushi. O lugar é pequeno, mas muito aconchegante. Nossa mesa estava muito bem localizada. Há a possibilidade de sentar na bancada, onde se pode observar o preparo das peças, pois tudo é feito ali mesmo. A escolha foi menu degustação e foi uma experiência gastronômica indescritível. São três rodadas com cinco peças, e a orientação é a de que se deve começar da esquerda para a direita. A escalada de sabores é maravilhosa, estou aqui babando só de lembrar. A última peça de cada rodada sempre apresentava alho tostado, e para isso o sushiman usava o maçarico. Para finalizar, veio o hand roll e, finalmente, as velinhas com um doce chamado mocchi para os parabéns. Encerramento do dia com chave de ouro. Acho que o Thiago acertou na escolha, foi uma experiência que a Laurinha adorou, conheço a carinha dela, e ela estava felicíssima!

Dia 17-07, quarta-feira. No roteiro, também estava um tour com a Nyorquina Paty. O combinado para o encontro foi em downtown, no espaço da Prefeitura de Nova York. Chegamos até antes da Paty, conversamos bastante quando ela e outros membros do grupo  chegaram. Todos brasileiros. Mas, sério, gente, quando é grupo, para funcionar tem que ter pontualidade. E não foi isso que aconteceu, teve gente chegando atrasada. O interessante de um tour é que ficamos sabendo detalhes sobre o lugar visitado, o que torna o passeio mais com sentido. Depois, foi a travessia da Brooklyn Bridge. Já havia atravessado na primeira vez em que estive na cidade, mas as paradas para os comentários da Paty também tornaram a travessia mais interessante. A sequência do passeio, pela área à esquerda do término da ponte que eu ainda não conhecia foi muito legal. Interessante como a cidade tem a capacidade de se reinventar. Adoro as construções antigas e a forma como esses espaços são adaptados nessa pós-modernidade. Na parada para reabastecer as energias, comemos macarons deliciosos num café, parada do tour, e visitamos o jardim do The River Cafe. Petúnias maravilhosas! Aliás, em Nova York como em Paris, os canteiros de flores são encantadores. As combinações de plantas são peculiares, achei lindo um vaso com hortelã, e uma planta que no Brasil é considerada um mato e que eu usava, na infância, para fazer a vassoura para varrer o terreiro de casa. Olha a gourmetização! E achei lindo. E olha que vou fazer algumas combinações de plantas que vi durante a viagem. O dia estava  bastante quente, mas continuamos o passeio, pegando o ferry para ir até Williamsburg. Vimos a parte onde estão as construções mais modernas, na beira do East River e seguimos até o centro do bairro para observar os lugares onde a arquitetura ainda permanece mais preservada. Conhecemos o Rough Trade, espaço de vinil. Gostei bastante da pegada alternativa. Em seguida, fomos até o The Williamsburg Hotel para conhecer o espaço interno do hotel, e nos foi permitido subir até o rooftop. É muito sofisticado, com piscina, espaço amplo com grama sintética, muitas poltronas, palco para banda, bar… A vista é bem ampla, mas, naquele dia, por causa do calor, a luz não estava boa, digamos que estava assim meio opaca. Terminamos o tour na esquina onde está um dos grafites do Kobra, artista brasileiro. Gostei demais de ver a bandeira brasileira junto à assinatura dele. Passeio terminado, calor danado, começou a chover e fomos comer uma salada no By Chlore. Amo demais as saladas! Tudo de bom no calorão. E mais nada que já foi de bom tamanho. De resto, curtir a companhia da filhota.

No mesmo dia, tínhamos planejado fazer a visita ao Hudson Yards e o The Vessel também foi o dia de vivenciar uma tempestade em Nova York. Por ser muito quente, decidimos ir no final da tarde e fomos de metrô. O espaço é maravilhoso, com aqueles edifícios de virar o pescoço para trás para conseguir ver o topo. Só que demos azar, pois, por causa da previsão de chuva forte, a entrada foi suspensa. Decidimos ir jantar e, no caminho, pegamos muita chuva e tivemos que nos proteger por um tempo até aliviar. Fomos ao restaurante Boqueria, que serve comida espanhola. Chegamos meio molhados, e o lugar estava lotado.  Escolhemos várias tapas. Fomos muito bem atendidos e a experiência gastronômica foi maravilhosa, já que não conhecia a culinária da Espanha, apenas por meio da leitura de Hemingway. Ponto para Laura e Thiago pela escolha.

Dia 18-07 – quinta-feira. O objetivo de minha ida a Nova York não era compras, mas ninguém resiste a uma visita às lojas. Como a Laura sabe de tudo, fomos ao Upper West Side, na altura da 96, pois tinha tudo que eu estava interessada em comprar. Na Home Goods vimos itens para casa. Adorei tudo, de muito bom gosto. Na TJ Maxx, que fica do outro lado da rua,  comprei peças de vestuário masculino (camisas e camisetas) e a Laura comprou roupas de bebê (para o futuro sobrinho, bem explicado!). Fiquei boba com os preços desses itens. Vale muito à pena. E sem precisar bater perna, tem a Sephora, a Michaels. Para o que eu queria, foi muito bom, já que eliminei essa etapa da viagem. E fomos e voltamos de ônibus, numa tranquilidade.  À noite, fomos jantar no Shoo Shoo, que fica no Soho. Amo a arquitetura dos prédios deste bairro. O restaurante é especializado em comida mediterrânea. Laura estava a trabalho, mas não isso não impediu que aproveitássemos ao máximo. Espaço maravilhoso, estava lotado e o público bem animado.O atendimento foi impecável. Escolhemos vários pratos para dividir:  Marinated Eggplant, Fish Mademoiselle, Falafel e Middle Eastern Daal (uma abóbora assada servida com uma manteiga de amêndoas!). Adorei o bolinho de peixe, por causa do molho. Um contraste muito bom (babando de novo só de lembrar!).

19-07 – sexta-feira – Nesse dia, ficamos em casa na parte da manhã. À tarde, fui ao Museu Solomon R. Guggenheim. Thiago me acompanhou, olha que fofo! Fiquei bem lisonjeada! Visitamos todos os espaços circulares e apenas duas salas temáticas. Para ver todas, seria necessário o dia inteiro para apreciar como se deve. O tempo fica meio limitado, já que o museu fecha às cinco. Não sobrou tempo para outros museus, mas fica para outra vez, hehe! Para a noite, estava reservado o cruzeiro no Bateaux. Quando a Laura me falou que faríamos o passeio, não criei muitas expectativas. Seria um passeio, digamos, passeio, pensei eu. Chegamos quando já  praticamente todos os passageiros estavam dentro do barco. Externamente, a embarcação é grande e a parte onde os passageiros ficam é visível. As mesas já praticamente todas ocupadas permitia que se percebesse que o ambiente é bem aconchegante. Ao nos identificarmos, fomos muito  bem recebidos pelo host, que nos encaminhou à nossa mesa. Notei que os passageiros tinham um perfil: famílias, casais jovens, de meia idade, também casais comemorando bodas (a primeira, ou, quem sabe, confirmando o casamento). Pensei que seria maravilhoso estar acompanhada do   marido, mas ele ainda não perdeu o medo de viajar de avião, então, resolvi aproveitar cada segundo em companhia da filhota e do marido dela.

Há dois salões, e a divisão do espaço é feita pelo acesso à parte superior e inferior do barco. O grupo de músicos também fica entre as duas salas. O espaço do banheiros, amplo, lindo e limpo, fica na parte inferior, precisa descer pelas escadas. Nossa mesa estava muito bem localizada, em uma extremidade do barco, que permitia ter a visão externa bem ampla. Mas, caso a mesa fosse uma central, a vista não seria prejudicada. O barco é totalmente envidraçado e climatizado, e a visão dos prédios da cidade de Nova York é perfeita, em qualquer estação. Saímos do pier subindo, pelo leste. De um lado, o  skyline novayorquino; do outro, o de New Jersey. O dia estava perfeito para esse tipo de passeio: quente, mas a brisa fora do barco dava um jeito de diminuir a temperatura. Claro que saímos do salão e ficamos na proa fazendo muitas fotos. O início do passeio foi às 19 horas, então a luz é maravilhosa. Sinceramente, todos os ângulos nesse momento são perfeitos. Bastantes passageiros não saíram do salão e pensei assim: “Nossa, será que já fizeram o passeio e querem apenas curtir a companhia?”. Bem, só sei que tem que sair, sim, porque dá para apreciar essa combinação maravilhosa que é a criação divina, a natureza,  mais a criação humana, que é a cidade de Nova York, com todos essas construções de tirar o fôlego.

Assim que sentamos,  o serviço de bordo teve início. Claro que água não falta, né, principalmente nesses dias em que a temperatura está mais alta que o Empire State. No cardápio, entrada, prato principal e sobremesa. Como cortesia, pão, azeite e espetinho de tomate e ovo (de codorna?), salpicado com ervas. Claro que pedi sugestão de vinho para o garçom, que indicou um Pinot Noir ma-ra-vi-lho-so!  Aí, pensa: vinho e aquela vista? Dos deuses!

Para quem se propôs a ficar sentado e saborear a refeição, tudo bem. Para quem quer sair do salão e apreciar a vista externa, tudo bem também. A gente fazia uma parte da degustação e saía. Na volta, a mesa já estava impecável novamente: copos e talheres alinhados e guardanapos dobrados. O interessante é que as etapas entre cada prato respeita o tempo de viagem. Então, se logo após a partida começamos escolhendo as bebidas, os pratos e saboreando os aperitivos, o prato principal foi servido antes de chegarmos à Estátua da Liberdade e, assim que terminamos a sobremesa, o barco manobrava para atracar. Percebe-se essa intenção, como se houvesse a cronometragem para que o passageiro possa aproveitar a refeicão e a vista sob todos os ângulos. A comida estava maravilhosa. Aliás, só com os aperitivos e a entrada já não sentia mais fome. Servem café ou chá para finalizar. Claro que aproveitei meu chá, né! Adoro!

O passeio proporciona música ao vivo. Percebi que a seleção musical respeita o perfil do público. Adorei cada uma das escolhas. Pensa dançar com seu/sua companheiro(a) na parte externa do barco sob as luzes de Nova York? É uma experiência que não tem preço, até parece cena de filme (Qual?). Ah,  MPB também rolou. Aliás, fomos a outro restaurante que também privilegia a música do Brasil. A finalização da banda foi com o clássico New York, New York, de Frank Sinatra. Não podia ser outra, claro! Perfeito e terminando o passeio com gosto de quero mais.

Fomos convidados a ir à cabine do capitão. Uaaau! E, depois, à parte de cima da embarcação. Pensa: se a vista já era de tirar o fôlego na parte externa mais baixa, o que dizer dessa? O passeio proporcionou a vista da cidade no entardecer, com uma luz maravilhosa, já que  o céu estava sem nuvem alguma. À noite, os prédios iluminados são outro espetáculo. Depois que sai do pier, o barco percorre um trajeto até a ponte de Manhattan. É outro espetáculo, pois passamos pela Brooklyn Bridge duas vezes, já que nesse tempo, a embarcação retorna, iniciando o trajeto até a Estátua da Liberdade. Bem, nesse momento, grande parte dos passageiros foram para a parte externa e dianteira do barco, a proa, mas fomos para a parte traseira, a popa,  que estava vazia. O monumento é muito lindo à noite por causa da iluminação. Ao chegar à frente dele, o barco para e se pode apreciar o quanto quiser a tão cobiçada vista. Ele faz a volta ali mesmo, iniciando o retorno do passeio. É um momento mágico e se pode fazer fotos de tirar o fôlego.

Então, posso dizer que quem organiza o passeio tem exatamente essa intenção: proporcionar uma experiência inesquecível. Espaço, atendimento, música, comida e vista maravilhosos! Eu já havia estado em Nova York, mas ver a cidade e os monumentos sob esse ângulo, não. Então, caso ainda não tenham feito o passeio de barco, ou estejam planejando a viagem a Nova York, coloquem na lista. Ele dura três horas e, nesse espaço de tempo, a pessoa conhece a cidade no que ela tem de mais bonito: as pontes, a estátua e a linha de prédios, em dois momentos, no entardecer, com uma luz maravilhosa, e à noite, com as luzes dos prédios e das ruas parecendo  uma constelação. Essa experiência é faz valer a viagem e deve ser repetida todas as vezes que se vai à cidade. Amei!

Dia 20-07 – sábado. Por causa do calor, optamos por ficar em casa e descansar. Saímos apenas para almoçar. Experimentei comida indiana no Mughlai, que fica no mesmo bairro onde a Laura e o Thiago moram, bem perto de casa. Fomos caminhando, lutando contra o calorão.  O espaço é pequeno, fomos muito bem atendidos. Laura e Thiago são fregueses constantes. Gostei demais, mas foi recomendado que se pegasse leve na pimenta de meu prato . No resto do dia, optamos por ficar em casa. Era realmente bem quente. Uma ida ao mercado e estava decidido: Laura faria o risoto (eu fiquei de ajudante) que saboreamos acompanhado de um maravilhoso rosé. Não precisa mais que isso para fazer a vida valer à pena.

Dia 21-07 – domingo. Ficamos em casa, aproveitando para conversar e descansar pela manhã. À tarde, fomos à Broadway para o teatro. Queríamos assistir Frozen. Tarefa impossível, já que parecia que todo mundo havia saído de casa com a mesma ideia. Filas. Calor. Ingressos esgotados, e como não tínhamos bilhetes… Então, optamos por outra: Beetlejuice. Compramos os ingressos na hora. A produção do musical não era grandiosa como Aladin, Rei Leão ou Frozen, mas eu amo teatro. A interpretação e os cenários, impecáveis. Tarde aproveitada, fizemos um lanche (Wafles) e fomos até o Chelsea Piers, para mais um cruzeiro, no final, bem no final da tarde, dessa vez no Evening Jazz Cruise Aboard Manhattan, da Classic Harbor Line. Estava muito quente, e o passeio no final da tarde foi perfeito. Ameaçou chover, mas foi alguma coisa típica de verão. Para mais detalhes, podem ver o vídeo que a Laura editou. Só posso dizer que foi divino. Penso que ver a cidade sob esse ângulo não tem erro. Esse cruzeiro tem uma pegada mais informal, se comparado ao Bateaux. A soma dos fatores superou as expectativas: tempo perfeito, música maravilhosa (Jazz), vista de tirar o fôlego e companhia de quem se ama. Vale a viagem. Foi um dia arrasador de emoções: teatro e cruzeiro. Muito chique.

Dia 22-07 – segunda-feira. Nesse dia, por conta do cansaço do domingo, resolvemos sair somente à tarde. Tentamos novamente o Vessel. Como havia previsão de chuva, nada de subida! Fomos ao Soho novamente, para bater perna e ver vitirnes. Claro que também rezar o mantra “Preciso mesmo? Posso viver sem?”. Laura pesquisou bolsas, mas não comprou. Fizemos um lanche no Little Cupcake Bakeshop.  E como realmente a chuva veio, resolvemos entrar na Aritzia para nos abrigar. Claro que havia muita coisa bonita para ver. Escolhe, prova e conclui que “pode viver sem” ou que a peça escolhida era da mesma cor que uma que já havia em seu guarda-roupa. Bem, sem sacolas, esperamos a chuva passar e fomos ao restaurante  GRK Fresh Greek, perto da NYU para mais uma parte do trabalho da Laurinha: pratos gostosos por menos de 15 dólares. Realmente, a escolha valeu à pena. Escolhemos o sanduíche e ficamos satisfeitíssimos. O ambiente é bem amplo e aconchegante, principalmente com aquela chuva. Os pedidos são feitos no balcão, não há serviço de garçom na mesa. Enfim, as escolhas da Laura são perfeitas. E assim foi terminado mais um dia de capital do mundo!

Dia 23-07 – terça-feira. Uma saída básica sem compromisso, à tarde. Laura me levou para rever alguns lugares que havia ido na primeira viagem. No roteiro, a catedral St. Patrick e a Gran Central. Bem, igrejas,  dessa vez, só duas. Também fomos à Biblioteca pública, mas ficamos no Bryant Park, que eu não conhecia e que fica atrás do edifício. Comemos o melhor Wafles de Nova York no Wafels and Dinges. Laura sobreviveu às pombas, hehe! Também fomos visitar Rockefeller Center, mas só o espaço externo do complexo e fomos à loja de brinquedos Fao Schwarz e também à loja da Lego. Adorei ver tanta opção para as crianças brincarem (para tirar a fuça do celular), principalmente o Lego. Voltamos para casa e ficamos curtindo a companhia uma da outra, afinal, ficar junto não tem preço. Thiago preparou um legítimo steak americano e eu fiquei de auxiliar novamente.

Dia 24-07, quarta-feira. Nesse dia, estávamos decididas a assistir ao musical Frozen. Ficamos em casa pela manhã e às 13 horas já estávamos no teatro.Laurinha já havia assistido, mas foi comigo, olha que meigo. Assistimos bem de perto, era possível ver tudinho. Claro que ameeeeeei! Mas entre Frozen, Aladin e Rei Leão, fico com o último. Claro que por um décimo na nota. Depois, fomos ao Vessel, já que não havia previsão de chuva, hehe! Tivemo que comprar tickets na hora, já que subir de graça só depois das 18 horas. Gostei muito, não é como a Eiffel, mas atende ao que promete, pela beleza da estrutura. Desejo realizado, fomos ao Pret a Manger na Union Squere, onde fizemos um lanche e Laurinha foi a um evento. Thiago me acompanhou à livraria Strand. Adorei o espaço e fiquei me sentido muito ignorante diante de todas aquelas obras que representam o conhecimento da humanidade. Procurei autores brasileiros (literatura), não encontrei nenhum, olha a representatividade brasileira… No andar destinado à fotografia, alma lavada, pois havia todas as obras de Sebastião Salgado (Meiry Peruch!). Confesso que quero retornar lá e ficar pelo menos meio-dia, já tem lugares para sentar e apreciar as obras. Tem exemplares novos e de segunda mão.

Depois dessa pernada, fomos ao Gyu-Kaku. Não havíamos reservado mesa, então resolvemos esperar. Demorou um pouco, mas o lugar tinha uma vista privilegiada. Já havia estado lá na viagem anterior e experimentei o famoso churrasco japonês. Muito bom, tem que experimentar, sim. Mas, dessa vez, resolvemos experimentar outras opções, para completar o material que a Laura estava elaborando sobre pratos por valor inferior a 15 dólares. Pedimos pratos diferentes para cada um. Escolhi o tal do ramen. Bem, foi uma aventura. Sabia que tinha que comer com os pauzinhos, mas resolvi encarar. Já havia visto em um filme, achei que seria super fácil. Bem, adorei o sabor, mas para “pescar” o macarrão… foi uma luta e capitulei, foi com colher mesmo. Mais uma experiência culinária bem aproveitada na viagem. O dia foi intenso!

25-07 – quinta-feira. Como seria meu último dia inteiro na cidade, não quis me cansar muito. Estava no programa um picnic em Governors Island, mas decidimos ficar em casa durante o dia. À tarde, Laura sugeriu uma pedalada até Randall’s Island. Adoro bicicleta e pude confirmar meu ponto de vista: a cidade sempre propicia aos moradores espaços para poder estar em contato com a natureza. São vistas incríveis da cidade e oportunidade de pedalar com tranquilidade. À noite, fomos jantar no Morini. O restaurante está localizado no Upper East Side. Era um final de tarde muito gostoso, não estava quente e fomos até lá caminhando. Pude observar como os novaiorquinos curtem uma happy hour: todos os espaços externos dos restaurante pelos quais passamos estavam lotados. Chegamos ao restaurante e, como estávamos com hora marcada, ficamos olhando vitrines e tivemos a oportunidade de ajudar uma senhora que havia tropeçado e levado um tombo na calçada. Foi um susto, mas ela pôde contar com três pessoas muito atenciosas, hehe! Bem, o restaurante é especializado em massas. O ambiente muito aconchegante, mas vocês podem ver os detalhes no material que a Laura produziu sobre possibilidade de comida por preço abaixo de 15 dólares. Fomos ao andar de cima, tem elevador (olha a acessibilidade). O atendimento foi impecável e nossas massas, divinas. Escolhemos um vinho (pedimos sugestão ao garçom, que se arriscou em um “Obrigado”). Muito simpático, disse que conhecia o Brasil, mas não fazia ideia de onde ficava Santa Catarina. Pelo sotaque, era italiano. Enfim, a massa que escolhi era uma porção muito generosa, o tempero muito gostoso. Enfim, para a despedida de Nova York, foi muito boa a escolha da Laura. Voltamos caminhando para casa, para fazer a digestão, já que o tempo estava muito agradável. Sniiiif!

Dia 26-07 – sexta-feira. Bem, se a chegada é maravilhosa, a partida é de cortar o coração. Claro que não sei o que fiz, já que voltei com o triplo de bagagem com que fui, mas sabe como é filho: “Leva isso, leva aquilo…” E a gente sempre disfarça, dizendo que tá tudo bem. Sim, os dias foram maravilhosos, férias e filha, experiências, sensações. Tem que aproveitar cada minuto, cada vista e cada cheiro para curtir depois as lembranças. Esses dias foram maravilhosos, fizeram eu gostar cada vez mais de viver. Nova York é única, vale cada centavo investido na experiência. É para ser visitada dezenas de vezes, nunca é a mesma. Então, a gente vai embora com a sensação de que aproveitou um pouco da capital do mundo, aproveitou para estar com a filha e acrescentar mais valor a nossa relação. Obrigada ao Emerson Martins, já que usei seus serviços para ir até o aeroporto. E foi a dor do parto, hehe!

Gostaram do relato da minha mamis? Ela fez com muito carinho!

Se você quiser participar, envie seu relato para análise para laura@lauraperuchi.com COM FOTOS, seu nome completo e cidade/estado. LEMBRE-SE que é preciso ser detalhista. Não precisa escrever um livro, mas seu relato tem que ser informativo!


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